O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que na próxima quarta-feira pretende declarar oficialmente o fim da chamada “taxa das blusinhas”. Essa declaração foi feita durante um encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem Lula se referiu como “amigo”.
Durante sua fala, o presidente enfatizou que se envolveu diretamente nas negociações políticas e exerceu pressão sobre os líderes do Congresso Nacional para assegurar a aprovação da medida provisória (MP) que elimina a cobrança de 20% sobre compras internacionais.
É importante ressaltar que, após a sanção da MP, as importações atingiram níveis recordes.
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Prazo até 8 de setembro
A Medida Provisória que revogou a taxa já está em vigor, mas necessita ser aprovada pelo Congresso até 8 de setembro para não perder sua validade. Caso isso não ocorra, a taxação será retomada.
A possibilidade de a MP não ser aprovada gerou preocupação no entorno do presidente. Os aliados acreditam que a reinstauração da cobrança a menos de um mês do primeiro turno pode afetar diretamente as eleições.
<pNessa perspectiva, Lula reforçou os esforços de articulação política do seu governo junto aos líderes do Congresso. Em um vídeo divulgado na terça-feira, o presidente citou nominalmente Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, buscando pressioná-los a avançar com o processo.
Interações diretas
Na semana passada, Lula se reuniu com seus ministros no Palácio da Alvorada, onde a votação da MP das blusinhas foi um dos assuntos discutidos.
De acordo com informações circuladas, o presidente solicitou uma intensificação na articulação política do governo para fortalecer o diálogo com os líderes das duas Casas e garantir a aprovação da proposta.
A MP deve passar por votação em uma comissão mista composta por deputados e senadores antes de ser levada ao plenário da Câmara e do Senado. No entanto, essa comissão ainda não foi instalada.
Nesse contexto, Lula se referiu a Alcolumbre como “amigo” após quase três meses sem comunicação entre eles. Desde agosto, ambos já se encontraram pelo menos três vezes e participaram juntos de eventos no Amapá, estado representado pelo senador.
Fonte: Record TV, via CNN.
